
O Ministério da Saúde protocolou o pedido de análise para incorporar as canetas emagrecedoras no rol de medicamentos oferecidos pelo SUS.

A análise será feita pela Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde.
Segundo a pasta, o número de pacientes com obesidade cresceu de 12% em 2006 para quase 26% em 2024.
O aumento mostra a necessidade de acompanhamento e tratamento da obesidade por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e ainda nos gastos do sistema de saúde.
O pedido destaca que o tratamento da obesidade a longo prazo com canetas emagrecedoras e o preparo dos sistemas de saúde têm amparo em diretriz da Organização Mundial da Saúde.
A OMS entende que, sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes.
O Ministério também ressaltou que, com a ampliação da concorrência, houve em menos de um ano uma redução de 70% nos custos do medicamento no Brasil.
Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026.
Em agosto, a Conitec havia rejeitado a inclusão desse tipo de produto justificando o alto impacto financeiro, mas, segundo a pasta, o cenário mudou.
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